lunes, 17 de marzo de 2008

Morir se muere acostado...

... pero no todas las muertes -y consecuencias derivadas- son iguales. Mi amigo O. tenía una tía, que falleció la semana pasada a los 96 años. He aquí el relato del modo como él la despidió.

Eu tinha uma tia irmã gêmea da minha mãe que eu gostava muito, e que faleceu dia 11 passado. Estava com 96 anos. Eu tinha hábito há muitos anos de toda vez que ia visita-la,tocar violão para ela. Tocava essas peças simples de Tárrega, alguns chorinhos, muitas dessas coisas que subi no Youtube...e ela adorava, até me aplaudia... Antes eu já fazia isso para a mãe dela, minha avó, que tambem tocava um violãozinho... Depois que minha avó morreu passei a tocar para essa minha tia exclusivamente, e que agora veio a falecer. Na véspera dela morrer fui ao hospital e disse no ouvido dela, apesar dela estar em semi-coma: "Tia, voce vai sair daqui, do hospital, e eu vou tocar violão para voce..."E no dia segunte ela faleceu pela manhã. Ela havia feito um documento desejando ser cremada. Na cerimonia que antecede à cremação, eu não sabia que os familiares podiam fazer uma homenagem, qualquer coisa que quisessem. Nenhum parente da minha tia foi, apenas eu. Ninguem mais teve disponibilidade. Então aconteceu algo incrivel: entre os familiares da cremação que seria antes da minha tia, havia uma mulher com um violão! Ela ia tocar e cantar para homenagear o pai dela que ia ser cremado. Fiquei perplexo! então podia-se tocar violão lá para homenagear o parente morto! e eu não sabia, nem levei meu violão. Conversei então com ela e a mulher ofereceu o violão para eu tocar para minha tia... e foi isso que se passou. A cerimonia deles acabou e chegou a hora da minha tia ser cultuada. E lá fiquei eu sozinho com ela na sala, tocando pela última vez as músicas que ela tanto gostava... foi uma coisa muito comovente para mim, voce não imagina. Então aconteceu exatamente o que eu prometi para minha tia: ela ia sair do hospital e eu ia tocar violão para ela... coisa incrível... a vida é muito bonita. O.

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